. A capacidade de vender alguma coisa intangível é essencial para qualquer empreendedor.
Tu podes ter uma ideia fantástica que ainda não existe no mercado, e quando estás à frente de um potencial cliente, um possível investidor, ou outra pessoa da qual precisas para tornar a tua ideia em realidade, tens de ser capaz de vender o conceito.
Se tens alguma coisa verdadeiramente inovadora, um potencial cliente perdoa-te as imperfeições no protótipo. Pede aos teus potenciais clientes ou parceiros, se estes te ajudarem na criação do conceito, (ainda) melhor. As pessoas investem em inovação e produtos numa fase inicial se mostrarem o potencial de uma vantagem competitiva.
A oportunidade tem de parecer real para um comparador. Por isso, tenta sempre remover o risco da tua proposta, o máximo possível.
“Art is making something out of nothing and selling it” – Frank Zappa
. No passado o povo Português foi um povo bastante empreendedor.
Entretanto, nas últimas décadas, começou-se a ensinar aos jovens uma aversão completa ao risco e ao fracasso, e que deveriam procurar empregos estáveis em empresas, bancos, etc.
O resultado: hoje em dia, temos uma cultura pouco empreendedora em Portugal.
Felizmente há sinais que isso está a mudar, e que o empreendedorismo está a voltar à moda. Estão a aparecer os primeiros clubes de empreendedorismo nas universidades, há iniciativas nas escolas como os da “Apreender a Empreender” (Junior Achievement Portugal) e da “GesEntrepreneur” e há cada vez mais eventos a promover o empreendedorismo.
Para o futuro do país e para voltarmos a criar uma cultura de empreendedorismo, é essencial começarmos já a ensinar as nossas crianças, na escola e em casa, as qualidades essenciais para se tornarem mais empreendedores.
Precisamos também de reconhecer aqueles que mostram sinais de serem empreendedores e estimulá-los a seguir esse caminho, em vez de os desincentivar e tentar torná-los ”normais”.
Vale a penar ver este excelente vídeo TED, chamado "Let’s raise kids to be entrepreneurs":
. Quando pões o teu coração e emoções verdadeiras num negócio, o processo torna-se muito mais poderoso.
Tenta parar alguém dedicado a uma causa, seja uma ideia de negócio, uma causa política ou outra causa significativa - é quase impossível!
Estas pessoas mostram uma atitude imparável que, de longe, ultrapassa a sua necessidade de ganhos financeiros. Têm a emoção do seu lado, e uma ligação emocional é o factor mais forte.
Cria algo com paixão e as recompensas virão. Deixa-te envolver completamente na tua aventura e vê onde isso te leva.
“Purpose is what gives life a meaning.” – Charles Penkhurst
. O motivo por que tão poucos de nós alcançamos os nossos sonhos é que a maioria está “interessada” em alcançar os seus sonhos, mas não está “comprometida”.
Qual é a diferença entre estar interessado num resultado e estar comprometido com um resultado? Quando estás interessado, fazes o que é conveniente, quando estás comprometido, fazes o que for preciso.
Na vida, o sucesso atinge aqueles que assumem um compromisso a 100% com o resultado, atinge aqueles que têm uma atitude de "não importa o que é preciso".
A capacidade de dares uma ordem a ti próprio e segui-la é fundamental para alcançar os teus sonhos.
Depois de teres decidido e determinado o que queres alcançar, uma abordagem pragmática e disciplina total devem fazer parte do caminho para alcançar o resultado desejado.
Ao longo do caminho acontecerá diversas vezes que não vais querer fazer algo, mas se sabes que é importante e é parte do teu plano, sabes que deves fazê-lo de qualquer maneira.
O sucesso requer tempo, e a paciência e a consistência determinarão o resultado. Os momentos em que tu não terás vontade de fazer o que é necessário, são os momentos mais importantes.
As pessoas de sucesso aderem à regra de "nenhuma excepção” quando se trata da sua disciplina diária. Depois de assumirem um compromisso a 100% para atingir algo, não há excepções.
Então, estás "interessado" na criação de seu sonho, ou estás "comprometido"?
. É possível ganhar dinheiro fazendo o bem no mundo?
A semana passada assisti ao SPIE UP’ 10, o evento anual de empreendedorismo organizado pelo Clube de Empreendedores do Universidade do Porto, e participei entre outros na sessão sobre “Empreendedorismo Social”.
Ouvi as histórias de quatro oradores, todos excelentes exemplos de iniciativas de empreendedorismo social:
Fiquei muito impressionado com a Maria do Céu que, enquanto trabalhava a tempo inteiro para a companhia aérea Emirates montou no seu tempo livro uma escola em Dhaka, Bangladesh. Agora, tirou 6 meses do emprego para montar um novo projecto e ver se consegue dedicar-se a tempo inteiro ao empreendedorismo social (vê o vídeo).
Todos os quatro oradores falaram em terem adaptado o seu estilo de vida, na maior parte com empregos bem pagos para ganhar bastante menos, mas em contrapartida com uma qualidade de vida muita enriquecida. Fazem aquilo que os apaixona e contribuem ao mesmo tempo para um mundo melhor.
O empreendedorismo social não é caridade. São negócios que usam princípios empreendedores com o objectivo de criar capital social. Como qualquer empreendedor, descobriram uma oportunidade e inventaram uma solução para satisfazer essa necessidade no mercado, nesse caso na área social. Este conceito não é incompatível com fazer lucro, mas geralmente o lucro é reinvestido em poder criar mais e melhores serviços.
As dicas que estes empreendedores sociais deixaram? Começa, faz alguma coisa mesmo que seja pequena. Dedica-te inicialmente no tempo livre ou a part-time. Depois se funcionar, se gostares e se quiseres dedicar-te a tempo inteiro dá o salto. Vale a pena!
Vê aqui um bom exemplo poderoso de como qualquer pessoa pode mudar o mundo e tornar-se um empreendedor social:
. Estou este fim-de-semana no SWITCH Conference em Coimbra onde assisti ontem a um palestre muito interessante da Stephanie Booth, um freelancer especialista em blogging e redes sociais, que faz consulting nessa área para empresas (aprendi umas dicas muito úteis para o E+ durante o jantar dos oradores).
Mas o palestre dela foi sobre conselhos para gerir o negócio para quem é freelancer, e achei os concelhos muito úteis. Veja a apresentação da Stephanie:
Podes também ver o vídeo do palestre através deste link
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